20 jul Tudo

Pois é… eu tento ser assim… tudo. Não nada, não quase.

Não nada, pois o universo é tão imenso em sua dança pulsante, que seria um crime não aceitar a contradança.

Não quase, pois como nosso escritor bem disse, quem quase vive, já morreu.

Talvez eu tenha quase morrido.

Talvez eu tenha quase me perdido de mim, quando ainda acreditava que eu não era só eu; que não me bastava e era dois.

A vida tem destas coisas… Só não nos pega totalmente desprevenidos porque se cansa de dar avisos aos quais não queremos atentar. Por medo, talvez… Este medo repleto de quase.

Eu quase me afundei em dor.

Eu quase me afoguei em lágrimas.

Justo, necessário, verdadeiro. Momento meu, de luto, de perda.

De perda do que tive, ainda que na minha fantasia pueril.

De perda do que não tive, ainda que sonhasse e desejasse descomedidamente ter.

Pois é… eu tento ser assim… tudo. Não nada, não quase.

Tudo. Mesmo que esse tudo seja apenas eu.

Esse ser que acaba de nascer para a vida. Para uma nova consciência de mim mesma e do mundo que me cerca. Redescoberta, descoberta dos medos e dos quase. Descoberta assombrada diante da incomensurável grandeza de possibilidades inerentes ao tudo.

Sou tudo e quero tudo.

Novos ares, novos olhares.

Novos sonhos, novas trilhas.

Projetos, atitudes, compromissos, descompromissos.

Tudo que já tinha; tudo que tenho e tudo que posso ter.

Tudo! Sim! Tudo. Não nada, não quase.

Tudo.

Nenhum comentário

Postar um comentário